
Lançado em meados de 1995, Defensores de Tóquio divertiu Mestres e Jogadores com paródias divertidas de seus heróis favoritos de Games, Animes e outras produções japonesas.
Criado pelo autor literário e de HQ’s Marcelo Cassaro (um dos editores da Revista Dragão Brasil) e lançado pela Editora Trama, Defensores de Tóquio tinha como objetivo apresentar um RPG de regras não muito complicadas para os RPGistas iniciantes e com pouco poder aquisitivo. Sua temática era baseada nos animes, mangás, jogos de luta e séries japonesas que faziam sucesso na época (Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco, Street Fighter, Jaspion, Changeman), mas vistos de forma muito engraçada. O tom de humor com que eram tratados tais personagens foi um dos diferenciais que fizeram Defensores de Tóquio um sucesso.

Antes de chegar em sua versão “definitiva” (o 3D&T, falaremos dele em outro post) Defensores de Tóquio teve duas versões, a primeira versão mostrada na revista Dragão Brasil Especial nº1 e a segunda na Drgão Brasil Especial nº3; D&T e AD&T respectivamente, assim chamados pelos RPGistas fazendo uma alusão às siglas do Dungeons & Dragons (D&D) e Advanced Dungeons & Dragons (AD&D). Algum tempo depois foi lançada uma edição compilada das regras dos dois sistemas, mas esta não causou o mesmo impacto que seus antecessores.

Ambas edições tinham pouca diferença quanto às regras, sendo que na segunda seguiam alguns exemplos de arquétipos de personagens. Com mecânica relativamente simples tanto para montar personagens (sistema de pontos, com vantagens e desvantagens) quanto para jogar as histórias (utilizavam-se dados comuns de 6 lados), somando-se o tema que era moda no período e o preço MUITO acessível (a primeira edição custava R$2,50 e a segunda R$3,50) Defensores de Tóquio fez com que muitos RPGistas iniciassem suas aventuras no RPG com este jogo.
As duas edições tinham uma aventura introdutória para auxiliar os Mestres de primeira viagem, na primeira tínhamos “O Resgate do Capitão Ninja” que brincava com os conceitos das aventuras em vídeo-games e na segunda tínhamos “Power Dangers – A Aventura” que tirava sarro do filme dos Power Rangers que estava fazendo muito sucesso no período.

Defensores de Tóquio brincava com as características que praticamente todo seriado/anime tinham em comum, já na criação dos personagens a diversão e as risadas eram garantidas; indo desde a escolha dos conceitos dos personagens (Visitante de Outro Planeta com Armadura Incrementada, Herói com Roupa Colante – Integrante de um Grupo de Cinco, Cavaleiro de uma Constelação Qualquer e por aí vai) até das vantagens e desvantagens dos personagens (Sumiço Salvador, Recuperação Espantosa, Grito Ridículo, Comercial entre outros muito engraçados).

Mesmo hoje, Defensores de Tóquio é uma diversão garantida, pois praticamente todo anime ou série de monstros-gigantes-destruindo-alguma-coisa pode ser encaixado facilmente em suas regras; é um item raro que merece ser guardado e jogado com seus amigos, às vezes nem para se ter uma aventura, mas para apenas dar umas boas risadas!
Fontes: Revista Dragão Brasil; Wikipedia; defensoresdetoquio.com

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